Eles são considerados declarações olfativas de identidade, cultura e presença. Com notas intensas, marcantes e de longa duração, essas composições carregam séculos de tradição e um savoir-faire que fascina tanto o Oriente quanto o Ocidente. 

Diferentemente das fragrâncias europeias, geralmente mais leves e efêmeras, os perfumes árabes costumam ser intensos e persistentes. Elaborados, em alguns casos, com base em óleos em vez de álcool, transformam a pele em um palco para uma experiência sensorial que se desdobra ao longo de horas e, às vezes, dias.

O que define um perfume árabe?

Ingredientes nobres e envolventes: madeira de oud, rosa damascena, açafrão, âmbar, musk, incenso e especiarias compõem a alma dessas fragrâncias. Essas notas densas, quentes e exóticas revelam camadas conforme evoluem.

Tradição e ritual: o uso de perfumes é um costume ancestral em muitos países árabes e está associado à hospitalidade, espiritualidade e ao autocuidado. Frascos ornamentados, óleos concentrados (attars) e bakhoors (incensos perfumados) enriquecem o ritual.

Sillage e presença: eles são elaborados para deixar sua assinatura olfativa e se destacar em qualquer lugar. Mesmo quando usados em pequena quantidade, transformam o ambiente e atraem olhares curiosos.