O ingrediente valioso é obtido a partir da madeira resinosa da árvore Aquilaria, nativa do Sudeste Asiático e da Índia, que quando infectada por fungos, sofre uma reação natural de defesa. O processo induz a produção de uma resina escura e aromática, formada ao longo de anos (ou décadas), denominada agarwood ou madeira de oud. Posteriormente, essa madeira é então destilada a vapor para se transformar em um precioso óleo essencial. Esse processo gradual, natural, imprevisível e quase alquímico é o que faz do oud uma matéria-prima rara, valiosa e intensamente complexa.
Descrever seu cheiro é um desafio até para os perfumistas mais experientes. Trata-se de um aroma intenso, quente, amadeirado, resinoso e ligeiramente animálico, com nuances que podem variar conforme a espécie da árvore, o tempo de maturação e o método de extração.
Chamado de gahara na Malásia, jinko no Japão e chen xiang na China, o oud é conhecido por muitos nomes, mas talvez nenhum tão emblemático quanto “madeira dos deuses”. Há registros de seu uso como incenso e medicamento na Índia antiga, na China imperial e no mundo árabe, onde se tornou um símbolo de hospitalidade, espiritualidade e sedução. Também foi amplamente adotado na cultura islâmica, queimado como incenso em casas e mesquitas.
Em manuscritos árabes do século IX, o oud aparece em receitas de perfumes artesanais. Hoje, é considerado o “ouro negro” da perfumaria árabe, expressão que traduz seu valor e importância simbólica.