Os body splashes já foram considerados sinônimo de adolescência e fragrâncias doces nos anos 1990 e 2000. Atualmente, os também conhecidos como body mist, ganharam força total. Embalados por uma nova geração que valoriza liberdade, gestualidade e personalização olfativa, eles estão vivendo uma nova era: mais sofisticada, versátil e conectada com os desejos contemporâneos. E estudos apontam que não se trata apenas de uma tendência passageira, mas sim de uma transformação significativa na forma como as pessoas se relacionam com a perfumaria.  

Sopro de nostalgia

Para muitos consumidores, os body sprays foram porta de entrada para o universo perfumado. Marcas como Bath & Body Works, Victoria’s Secret, The Body Shop, e, no Brasil, os clássicos refrescantes da Avon, como Pretty Blue; e da marca Seiva de Alfazema; popularizaram o formato com fragrâncias alavandadas, frutadas e fáceis de reaplicar. Com preços acessíveis e frascos generosos, tornaram o ato de se perfumar um ritual leve e cotidiano. Nos dias atuais, o fenômeno renasceu sob uma nova perspectiva: não mais como produto adolescente, mas como expressão de liberdade e sofisticação acessível. A Geração Z, em especial, adotou os body sprays como forma de expressar humor, estilo e criatividade. Uma mesma pessoa pode usar uma névoa de baunilha pela manhã e uma frutada à tarde, misturando diferentes famílias olfativas com naturalidade.

A tendência surpreendeu até o mercado de luxo mundial. Marcas requintadas como Chanel, Dior, Tom Ford, Hermès e Diptyque já lançaram suas versões refinadas de mists corporais, seja adaptando best-sellers, como Coco Mademoiselle, ou criando fragrâncias exclusivas para o formato